"The Story of my life" de Mônica Coteriano

De 13 a 16 de Novembro às 22h

Estúdio da Bomba Suicida

Levo um brasão no peito. Quero, não posso nem mando. Existo porque assim o decidi. Emito sons vindos do escuro com clareza, definição e objectividade. Para onde vos levo? Por caminhos gastos de leveza da aurora. Assim serena continuo sem parar para dizer que tenho rancor e que o  guardo no fundo onde não há chão nem céu nem laterais. 

Não há nada que eu aqui presente, sem frente sem inseguridade de enfrentar a neblina que esta tarde insiste em se apresentar não possa roçar.

Não levo nada nos bolsos. Não tenho bolsos mas guardo confissões desejadas.

Pego numa vara tirada de um sítio qualquer e desenho o que as palavras não podem dizer. Rabisco nas nuvens para que a estrela caia de uma vez por todas.

Não me canso de cantar nem de chorar porque já não há nada para lavar com as gotas do ar. Canta a besta que há por aí sem glamour nem desejo. O hino finalmante fechou as portas ao cansaço. Já é tarde e nem por isso tão cedo, levanto o abismo para a loucura da noite. Ai que não me dói a alma. Atiro me para a berma e ali fico num limbo sem fim. Não espero o fim. Suggia, minha querida, continue!

“Barulhada” de Tânia Carvalho

Dia 13 de Novembro Centro de Artes de Sines

Dias 20, 21, 22 de Novembro Teatro Viriato, Viseu

"Barulhada é uma peça criada para uma bailarina em conjunto com dois músicos, uma baterista e um baixista.

A peça consiste numa bailarina que faz barulho com o corpo, ou seja, conforme ela mexe, cada movimento tem um som específico, o que faz com que o corpo dela faça musica.

Quis criar como que uma ilusão, mas uma ilusão destapada, pois os músicos tocam ao vivo e podemos ver que não é o corpo da bailarina que faz barulho, mas sim os instrumentos dos músicos.

Desta forma também podemos observar como os músicos e a bailarina trabalham a coordenação e a exactidão, para que tudo possa funcionar, que possamos imaginar e quase acreditar que é o corpo da bailarina que faz o som." Tânia Carvalho

Ivo Serra 
Festival Mau 2008
21 de Novembro 22h
Via Latina Coimbra

+info
www.olfactopelaforma.pt

de Filipe Viegas

"15.10.1974" dia 20 de Novembro

"I have got you under my skin" dia 21 de Novembro

"Fim da primeira parte" dia 22 de Novembro

Estúdio da Bomba Suicida

"LAOCOI" de Luís Guerra

De 27 a 29 de Novembro às 20h

Estúdio da Bomba Suicida

Capital oficial. Noi (povoação com 255 habitantes)

Outras povoações. Xnit (213hab.); Ruei (211hab.); Sabass (206hab.); Denk-Ill (202hab.); Mires (192hab.); Bumril (139hab.); Ardoc-lama (135hab.); Talta-rero (122hab.); Ulalzir-a-ulalzir (108hab.); Sax (88 hab.); Soroporotoco (85hab.); Macarscloxx (81hab.); Ifli-i (77hab.); Ner-vai (72hab.); Sombc (69hab.); Crevdiim (60hab.); Crai-gilv (54hab.); Sgor (53hab.); Eibasc (43hab.); Vno-tlo (41hab.) Peb (38hab.); To-bgorva (29hab.); Er-vtomikl (25hab.); Catird (19hab.); Ai-pmeflan (17hab.); Mno-nmop (13hab.); Iezedo (8hab.); Sorlo (8hab.); Indgo (7hab.); Andnumi-i (4hab.)

TdV Teatro do Vestido

ILHAS

Bomba Suicida - Rua dos Caetanos, 26 - Bairro Alto, Lisboa

10 a 13 e de 17 a 21 de Dezembro, às 21.30h

bilhete: 5 euros (desconto para estudantes de Teatro)


1. Quem somos nós afinal?

"Sou uma palavra numa língua estrangeira". (Margaret Atwood)

Chegámos à Ilha, às Ilhas, ao Ilhas desprovidos da nossa bagagem habitual (algumas certezas, muitas dúvidas e bastantes dificuldades). Desta vez não era isso, não era nada disso. Era uma organização por capítulos de um Livro.

O Livro nunca aparece nomeado no Ilhas.

Este é o nosso 10º projecto. Será que é especial por isso?

Cada novo projecto é para nós uma aventura do e se…

E se fizéssemos um espectáculo chamado Ilhas?

Porquê?

Não vás já pensar em viagens, como até agora, deixa-te disso. Vamos usar este nome, este tema, para falarmos sobre o ficar. E sobre o ser-se isolado.

Está bem, e como é que isso se faz?

E se eu fosse para um sítio e me fechasse lá?

Pensei que não querias viajar.

Não estás a entender, um sítio na nossa cidade, mas um sítio inesperado.

Está bem. E quando partes?

Em breve.


2. Em breve diremos adeus

Do alto do aparthotel em Linda-a-Velha onde tudo começou, percebemos que Ilhas era para cada um de nós uma coisa totalmente diferente. Então fazemos assim: preparem a vossa dramaturgia e algures encontrar-nos-emos.

E se o encontro não acontecer?

Queres dizer, e se tivermos que dizer adeus para sempre?

Acho que sim.

Nessa altura dizemos adeus convictamente.


3. Mapear

"Mas a minha pobre e velha ilha ainda está por redescobrir e por rebaptizar. Ainda não apareceu correctamente em nenhum livro." (Elizabeth Bishop)

ILHAS é uma dramaturgia original do Teatro do Vestido, de acordo com as características do trabalho desenvolvido pelo colectivo desde a sua fundação – a companhia trabalha exclusivamente textos originais, construídos com base em diversos pontos de partida. Ilhas é um projecto de pesquisa e criação no qual nos propusemos investigar um tema que não é necessariamente geográfico, que é cultural, científico, literário. Quando dizemos Ilhas dizemos entre outras coisas tudo aquilo que nos torna ímpares, únicos, isolados, sozinhos, juntos – falar de Ilhas é necessariamente falar de pontes, de arquipélagos, de formas de viajar de umas para as outras, e também de desencontros, de atrasos e de falhas de comparência. Cruzamos neste projecto referências, autores, ideias, a partir de um percurso que cada criador organizou em cinco capítulos, cujos títulos são já uma declaração de intenções dramatúrgicas.


4. Onde vamos aportar desta vez?

Porque é que cada vez que aportam num sítio persistem em fazer diferente, mudar as coisas, reescrever os movimentos, inscrevê-los de outra forma no espaço, cortar, colar, esgatanhar – essa palavra é um pouco forte – porquê?

Não sei, podemos passar esta?

Ilhas na Bomba Suicida é a nossa tentativa de fazer o capítulo 3 do projecto – ou sobre a diferença entre uma ilha e um atol. Ainda não metemos o barco na água, por isso não sabemos para onde nos levarão estas águas, mas que nos levam, levam.

E nós de bom grado vamos.

Vamos?

Sim. (Não te esqueças do pacto que fizemos de sermos convictos)

Assim seja, então.

Bem-vindos ao nosso novo porto de abrigo.


Criado em colaboração e interpretado por:

Gonçalo Alegria, Joana Craveiro, Simon Frankel, Tânia Guerreiro

Dramaturgia: Colectivo
Direcção: Joana Craveiro
Iluminação, Som, Ruído: Gonçalo Alegria
Colaboração Criativa: Pedro Caeiro, Rosinda Costa
Palestras (durante o processo): Os mesmos acima descritos e: Inês Rosado, Karen Ackerman, Miguel Bonneville, Miguel Seabra Lopes 

Produção: Sandra Carneiro
Co-produção: Festival Escrita na Paisagem, ZDB

Projecto financiado: Ministério da Cultura/DGArtes
Apoios: Bomba Suicida, FX-roadlights, Câmara Municipal de Lisboa, Radio Europa

Informações/Reservas:

Bomba Suicida
T +351 21 342 76 05

TdV
Tm +351 918 388 878

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a bomba está no you tube? is bomba on you tube?

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